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Divergências no catolicismo

Olhando só para as divergências na doutrina católica durante os séculos é possível concluir que o Magistério dela não foi auxiliado pelo Espírito Santo (ao menos não sempre):

A comunhão que antes era nas duas espécies agora é apenas em uma só;

Os padres que antes podiam se casar agora não podem mais;

O limbo que antes existia agora não existe mais;

Os protestantes que antes eram hereges e não podiam se salvar agora são irmãos no Senhor e podem ter a certeza da salvação;

A missa que antes tinha que ser obrigatoriamente em latim agora pode ser na língua do povo;

A Igreja Católica antes dizia não poder perdoar os pecados dos defuntos, depois passou a poder;

Antes o purgatório era um lugar, depois passou a ser um estado de espírito;

Antes diziam que não havia salvação para as crianças mortas sem batismo, agora entendem que há;

Antes diziaam que somente os católicos romanos eram membros da Igreja de Cristo, agora todos os batizados o são;

Antes diziam que a igreja católica deve ser proselitista, hoje ensinam que não deve ser;

Etc.


Uns creem no dom de línguas e outros rejeitam (a CNBB só aprova se tiver intérprete);

Uns creem nas aparições de Maria e outros não;

Uns acreditam que Maria é corredentora e outros não;

Uns aceitam o Concílio Vaticano II e outros não;

Os católicos tradicionais e os carismáticos vivem brigando;

Uns fazem interpretação pessoal da Bíblia e outros não;

Uns são ecumênicos e outros não;

Uns aceitam o batismo no Espírito Santo e outros não;

Para Uns católicos a comunhão deve ser recebida diretamente na boca, enquanto que outros afirmam que pode ser recebida na mão;

Uns dizem que a comunhão deve ser recebida de joelhos, enquanto outros dizem que pode ser recebida de pé;

Uns se abstém de carne todas as sextas-feiras do ano, enquanto que outros não;

Uns creem no arrebatamento secreto (pré tribulacionistas) e outros no arrebatamento após a tribulação (são pós tribulacionistas);

Uns fazem a confissão auricular com o padre, mas ooutros só se utilizam do ato penitencial nas missas;

Uns aceitam os métodos contraceptivos, o divórcio e o segundo casamento, enquanto outros rejeitam uma coisa e outra;

Etc.



Um comentário:

  1. A lista mistura coisas diferentes e depois chama tudo de contradição.

    Para refutar a infalibilidade católica, seria necessário mostrar que a Igreja definiu como dogma uma proposição e depois definiu como dogma a negação dela, no mesmo sentido. A lista não faz isso.

    Comunhão sob uma ou duas espécies, celibato sacerdotal, latim ou língua do povo, postura para comungar e forma da abstinência de sexta-feira são disciplinas mutáveis.

    Limbo, detalhes sobre o modo do purgatório, arrebatamento e terminologias carismáticas são opiniões ou questões teológicas, não dogmas concorrentes.

    Aparições marianas são revelações privadas. Nenhum católico é obrigado a crer nelas como artigos de fé.

    A Igreja não passou a dizer que todas as religiões são iguais. Continua afirmando que a plenitude dos meios de salvação está na Igreja Católica. Apenas distingue a falsidade objetiva de uma doutrina da culpa pessoal de quem nasceu séculos depois em uma comunidade separada. Um protestante validamente batizado pode ser chamado irmão no Senhor sem que o protestantismo se torne verdadeiro.

    A Igreja também não passou a absolver mortos. Confissão é para vivos. Orações pelos falecidos e sufrágios são outra coisa.

    Católicos que defendem contracepção, divórcio, rejeição do Vaticano II ou abandono da confissão não representam outra doutrina católica. Representam dissenso ou desobediência.

    A existência de católicos incoerentes não refuta o Magistério, assim como a existência de protestantes que discordam entre si não refuta a inspiração da Bíblia.

    Para a objeção funcionar, é necessário apresentar um dogma A e um dogma posterior não-A. Sem isso, há apenas mistura entre dogma, disciplina, opinião e abuso.

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